diHITT - Notícias Música & Café: Medo
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Don't Be Afraid

Ter medo de perder muitas vezes faz com que nós tenhamos medo de arriscar. Algumas vezes até o medo de ter medo já nos espanta mais do que perder. O grande problema que nos assola não é só perder, mas a falta de coragem de arriscar. Medo de perder algo não pode nos limitar a arriscar. Afinal a vida é feita de riscos. Já diziam os mais antigos: "Pra morrer basta estar vivo". A vida é um grande risco. Corremos riscos todos os dias. Uns de ganharem na mega-sena. Outros de perderem tudo. Uns de mudarem a vida totalmente. Outros de apenas continuar com ela na mesma batida.

Estatisticamente, temos duas chances em cada escolha que fazemos. Ou dá certo ou não. E chega uma hora que temos de optar por uma delas. Mesmo que 'uma' represente uma eventual 'outra'. E em determinadas situações só conseguimos enxergar que vamos perder, ou errar. Esquecemos que podemos também ganhar e acertar.

Mas simplesmente quando o 'poder acertar' não é suficiente para nos motivar, devemos sim rever o que de fato queremos e acreditamos. Quando se quer algo, nada pode impedir que arrisquemos. Perder e ganhar faz parte da vida e devemos estar preparados para isso. É muito ruim perder algo. Perder alguém ainda mais. E ganhar? Será melhor?

Não tenha medo de perder, às vezes esse medo pode fazer com que, antes de arriscarmos percamos também.

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I Don't Know...

Para algumas perguntas que me faço a simples e linda resposta: "Porque sim" ou "Porque não" seria a melhor. Talvez o óbvio que se estende à minha frente há um certo tempo, eu não queira aceitar ou não o esteja enxergando muito bem. Algumas coisas ficam embaçadas, tornando a minha compreensão ainda mais difícil. E nessa minha maneira particular de ver os acontecimentos, deduzo que sempre espero o pior. O pior é que ele sempre vem.

Para algumas perguntas não há respostas. Um mero silêncio seria a melhor delas. Não saber talvez seja menos doloroso? Ou a dor talvez seja grande demais caso a resposta venha. Eu não sei. Eu às vezes me sinto em frente a um livro fechado. As respostas podem estar ali, como também podem não estar. Mas será que quero ler? Será que quero saber a resposta? Será que já não sei?

Não sei se é o medo, ou se é a ânsia, ou talvez a esperança, quem sabe? Algo me motiva a insistir, mas algo mais forte me motiva a desanimar. Me motiva a desistir. Não saber talvez seja melhor.

Eu simplesmente não sei.

Saudades de jazz...


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Saindo Do Anonimato

A dúvida (como ja postei em outra oportunidade), o medo (como já postei em outra oportunity) e a falta de fé (que ainda não postei em nenhuma oportunidade) talvez sejam o que nos deixam tão inertes para tomar certas atitudes (que também ja postei em outra oportunidade). Mas como eu disse "talvez" há outras situações que nos deixam inertes, talvez a experiência passada, talvez até o medo de acertar faria isso.

Permanecer inerte, sem movimento e ação voluntária, é muito bom e cômodo, pois poupa estresse e não dói. Para várias situações estar inerte é sim a melhor saída. Principalmente quando envolvem questões de cunho emocional, haja visto que a falta de atitude fariam que as coisas permanecessem em seu estado natural: a mais completa e pura inércia.

Dançar conforme a música talvez seja a maneira que outras pessoas que não querem se manifestar reagirem à inércia. O problema se daria em não se impor diante da situação, afinal, a música está tocando mesmo, o dolar está subindo mesmo, os haitianos continuam morrendo mesmo, milhões morrem na África e do nosso lado também. Melhor dançar conforme a música e deixar as coisas como estão, pra que tentar fazer algo diferente se a comodidade de ficar inerte e anônimo nos faz tão bem?

Há coisa que necessitam de respostas e atitudes imediatas e é sobre isso que venho falar hoje. Ter e tomar a atitude de sair da inércia e do anonimato. "Mas, seu blogueiro, eu não estou no anonimato, eu até que fui atras, mas não deu certo", é tão fácil desistir assim? Simplesmente deixar pra lá? E o que você acredita, não conta mais? Ou você não acredita em mais nada? Oportunidades são únicas em alguns casos, e só carecem de um mínimo de atitude. As vezes só resta ao vento uma pequena brecha na janela para que ele invada toda a casa e traga suavidade.

Ter e saber como arriscar é o que faz de nós pessoas de sucesso. Musicalmente a coisa funciona dessa maneira. Lançar algo jamais imaginado, um rítimo original, um estilo único. Mas é mais fácil ir pelo convencional, não é mesmo? Melhor copiar algumas músicas internacionais e traduzí-las e colocar aqueles rítimos mais escabrosos possíveis a criar algo original. Melhor dançar conforme a música. Melhor permanecer inerte. Melhor ficar anônimo. A menos que você queira correr riscos. Encarar a situação como de fato é e não ficar se escondendo atras de seu fantástico mundo de Bob, achando que a situação já está resolvida.

Afinal, como sair do anonimato? Simples, faça o que precisa ser feito, pense nas consequências, pense nos contras, mas não esqueça que nem todas as consequências são negativas e há prós. Há dois pesos e duas medidas, uma levaria você ao fundo do poço de vez, ou te levaria aos céus. Mas o que você prefere? Ficar inerte é mais fácil, mas que tal correr riscos?

Post dedicado à minha madrinha rs...


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Refletindo

Há momentos em que nossa vida parece estar totalmente equilibrada, mas tão equilibrada que basta um pequeno vento para ela se desestabilizar, basta um gesto, um olhar, uma palavra, até um simples talvez nos desespera (já dizia o grande Djavan). Mas será que quando nos desestabilizamos, nos desequilibramos também? Será que estamos mesmo equilibrados a ponto de perdermos a noção das coisas?

Eu penso de maneira que não há padrões, não há maneira de explicar nem de afirmar, nem talvez haja forma mais clara de não entender que cada pessoa tem uma maneira de encarar as situações. Eu até pouco tempo atras lamentava e hoje meu lamento não existe mais. Não sinto mais a dor que sentia, já cicatrizou, já passou. E hoje refletindo no espelho quebrado do meu carro (tenho que arrumar logo antes que leve uma multa), notei que os cabelos brancos, quase imperceptíveis, estão começando a brotar da minha cabeça. Eu já tenho cabelos brancos e tenho apenas 27 anos. 27 anos, mais que 1/4 de século e o que mais fiz na minha vida foi errar. Erros alguns imperdoáveis, alguns necessários, alguns corrigíveis, outros inotáveis. Eu sou quase inotável, há pessoas que passam por mim e nem me vêem (também você é pequeno). Ver, outra coisa que nos deixa confuso, pois as vezes vemos o que não queremos ver, outras vezes não vemos o que precisávamos ver. Ver o que há ao meu redor (principalmente dirigindo) é o que mais preciso fazer nesses últimos dias. Ontem mesmo (12/01) engavetaram-se 3 carros ao meu lado, e o da frente desceu xingando tantos nomes feios que aumentei o volume do som e o Dave Matthews cobriu a voz dele que olhou com uma cara de raiva e quase sobrou pra mim. Eu, tão simples, tão quieto, não bebo, não fumo, gosto de boa música, tenho vícios simples, alguns curiosos, mas a maioria deles simples, não sou dado ao luxo, não gosto de coisas fúteis, nem de perder tempo com falatórios inúteis. Inútil mesmo seria não ser o que sou.

Mas o que tenho feito eu nesse tempo todo para não me desequilibrar e não me perder em meus sonhos e projetos? Cometido o mesmo erro das outras vezes? Será que é tão fácil fechar o coração para o que está diante dos meus olhos? Ou é mais fácil fechar os olhos e deixar o coração falar? Prefiro a segunda opção.

Sou confuso? Talvez eu seja, talvez eu seja (meio maluco) normal, ou talvez se eu não for desse jeito não serei eu. Não consigo me entregar por metade. Não consigo ser insuficiente. Não consigo não ser do jeito que sou.

O medo as vezes bate lá dentro, medo de não estar sendo muito, ou de estar; medo de ser demais, ou de não ser. Medo de passar da conta, ou medo do cartão não passar. Medo de sentir medo. Medo de não ser o suficiente e medo de exigir demais. Medo de chorar e não conseguir enxugar as lágrimas, medo...

Um nó na garganta, uma falta de ar, uma dor no estômago. As unhas que já quase se acabam... Os olhos cheios de lágrimas. Antes as coisas não eram assim, era tudo simples, era tudo fácil, começar algo por começar, mas dessa vez eu sei que é diferente, eu sei que vou acertar, que vou fazer aquele golaço de falta, no ângulo aos 47:50 do segundo tempo. Mas vou dar tudo de mim, não vai ser como foi antes, nada mais é, pois o passado já ficou enterrado e nada vai fazê-lo tornar, nada vai fazê-lo reviver. Tudo será o que nunca foi, tudo será completo, pois assim o espelho me diz.

OS DEGRAUS

Não desças os degraus do sonho
Para não despertar os monstros.
Não subas aos sótãos - onde
Os deuses, por trás das suas máscaras,
Ocultam o próprio enigma.
Não desças, não subas, fica.
O mistério está é na tua vida!
E é um sonho louco este nosso mundo...

Mario Quintana - Baú de Espantos

Sinto, Mario mas, vou descer...

Calma, não estou maluco, nem ficando, nem usando drogas. Estou apenas refletindo, pois é necessário, pois sinto que é chegada a hora e que minha vida está tomando um rumo o qual não terá mais volta, não dessa vez. Preciso refletir pois os dias da minha velha vida de indecisões está chegando ao fim. Calma leitor, não vou me suicidar. Pelo contrário, sinto que estou renascendo. Então melhor fazer uma análise do que eu era, pois não serei mais, serei agora quem me tornei e os espelhos dirão a mim se me tornei uma pessoa melhor.

Calma, estou apenas refletindo...


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