diHITT - Notícias Música & Café: Escolha
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If I Had It All...

Às vezes queremos tanto da vida, queremos ter tudo, o carro do ano, a casa dos sonhos, o emprego maravilhoso, o namorado (a) ideal, realização em todas as áreas. Mas, e se nós tivéssemos tudo, será que não acabaríamos por estragar? Já pensou se todos tivessem tudo, se tudo fosse perfeito, sem problemas?

Será que valeria a pena, se tudo fosse as mil maravilhas e não tivéssemos motivos para chorar? De onde tiraríamos força? Não nos superaríamos nunca? E as canções? Seriam somente celebrações?

O sofrimento pode ser algo que nos desmotiva em determinadas situações, mas dele extraímos experiências inigualáveis e incomparáveis. Não, não estou aqui a fazer um culto ao sofrimento, ao luto. Mas devemos sempre extrair coisas boas de todas as situações, boas e más. Isso sem comentar o quanto crescemos quando passamos por adversidades.

É um velho clichê mas, se possível, extraia dele uma grande lição: Não olhe os problemas como problemas, mas olhe-os como oportunidades.


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Um Pé Atras...

Nobres blogueiros, amigos, colegas, curiosos e "atenciosos", antes de mais nada gostaria de agradecer de coração à visita que cada um fez, refez e faz a esse blog, também gostaria de agradecer a cada comentário, uns mais completos outros mais simples, mas todos bem aceitos. Agradeço a todos de coração.

Começar as coisas com um pé atras nos faz manter a distância correta para não nos perdermos. Seria como não sair de casa sem o mapa, se prevenindo, olhando as condições climáticas, o tráfego adiante, com o pé pronto para pisar no freio e com a sensibilidade ultra mega aguçada. Mas nos esquecemos, às vezes, de algo bem curioso: Um pé pode estar atras, mas o outro deseja caminhar. O complicado mesmo seria ao cérebro coordenar os dois movimentos simultâneos, pois, mesmo num carro torna-se impossível acelerar com o freio pressionado.

Nosso subconsciente trabalha de forma estranha, acaba armazenando os erros do passado e, ao mínimo suspiro parecido, ficamos completamente estagnados. Mas é possível que isso seja mudado? Talvez haja uma maneira: Voltar a pensar como crianças, quando cair dá árvore não estava nos planos, mas sempre subíamos, até ao mais alto galho.

Afinal, qual o seu medo? Qual o nosso medo? De errar novamente? Ou talvez você tenha medo de acertar. Mas a mente diz que é melhor não fazer, talvez porque o coração já não aguenta tanto sofrer e não estaria pronto para mais uma ou o coração não acredite mais que é possível. Mas tenho uma triste notícia para dar-te: "É possível sim!". Acha que chegou aonde está mediante os seus momentos felizes? Esqueces-tes que seu passado, nosso passado, foi cheio de dores? E hoje enfrentamos as coisas com mais calma e consciência, graças ao que passamos no passado. Mas hoje estamos tão frios que deixamos a nossa mente e nosso subconsciente, mesmo inconscientemente, dominar o nosso modo de agir. É a defesa do nosso coração. Assim como da mesma maneira agem os anticorpos contra seres 'desconhecidos' que invadem o nosso corpo, nossa mente quer repelir e nos dizer que não é hora, que não estamos prontos, ou que não podemos ser felizes. O nosso cérebro simplesmente envia o comando aos membros inferiores para que permaneçam parados. Então nós, com muito esforço preparamos o primeiro pé para dar o passo, mas o outro, subconscientemente, desobedece e temos o famoso 'pé atras'.

Por que fiz a analogia à uma criança? Pelo simples fato de a criança não saber os riscos que corre. Mas você pode dizer: "Mas agora as coisas são diferentes, pois agora eu sou adulto(a)". Será que é necessário tanta racionalidade quando falamos a respeito de nosso coração, de nossos sentimentos? Você e eu assumimos riscos todos os dias ao entrarmos em nosso carro e dirigimos por essas estradas esburacadas, motoristas malucos, trânsito frenético (frenético é coisa de adolescente). E a nossa mente não faz objeção pois não sofremos (alguns de nós) danos (ainda). Daí então preferimos nos manter assim, ficar "guard against". Mais fácil não dar a cara pra bater. Mas eu valorizo quem não usa isso para sair por aíse dando por metade e usando a frase que eu repudio: "Solteiro(a) sim, sozinho(a) nunca". Isso é de uma falta de compromisso consigo mesmo.

Mas claro que também não é necessário que as coisas sejam atropeladas, um degrau de cada vez mas, que passos sejam dados. Mantenha um pé atras, mas saiba que o o outro pé deseja caminhar...

Blue Mind
Alexi Murdoch

Got no time
Got no mind
For the line
In my life
No time to think
Time for sleep now
Time to sink way into the blue, dear

Got no time
Got no mind
For the line
In this life
No time to think
Time for sleep now
Time to sink way into the blue, dear

So watch your time
Time descends
Let it spill quietly
From your hands
Oh, and the time is at hand
When all things under the sky
Go free of time
Time is passing you by
Got no time
And I am drifting
Yes, I am drifting

Remember when you were only a child
Remember when you were only a child
Remember when you were only a child
Start to see with your blue mind
Start to see with your blue mind
Don't be afraid of what you find
No, don't be afraid of what you find
Cause I am drifting
Yes, I am drifting
Slowly, slowly I am drifting
Slowly, slowly I am drifting
Yes, slowly, slowly I am drifting


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Prefiro Meu Mundo

Ficar indo e voltando pelos blogs me fez constatar que o que passei nada mais é que um mero sofrimentozinho, como diria meu ex-colega de trabalho, mas ainda amigo, Fernando Silva. Aí começo a ver também que viver lamentando, como já o fiz nesse blog, não solucionará o meu imbróglio, ou tampouco o amenizará minha resignação. Então deixei no passado ao que o passado quer manter. Daí começo a ver que meus sonhos e projetos têm mais sentido, ainda mais quando estou sozinho para fazê-los, haja visto que pessoas sem sonhos não nos farão sonhar além do que já sonhamos.

Prefiro olhar de meu próprio escorço, pois assim somente eu ajustarei o melhor ângulo e baterei a melhor foto. Prefiro não sentir a dor que ainda dói, haja visto que os remédios já não fazem mais efeitos nem trazem a cura. Calma, não estou sofrendo, nem estou com dor ou nessa fase do condor (com dor aqui com dor ali). Prefiro, eu mesmo escolher meu próximo tênis, ou a cor dos cadarços, já que serei eu a colocar os pés dentro e caminhar rumo aos meus sonhos. Prefiro não rotular o que sou, já que somos tão mutáveis quanto a natureza assim o é.

Prefiro viver meu presente, já que o futuro ainda permanece incerto a algumas coisas e certíssimo quanto a outras. Meu presente não é obra do meu passado, e quem o vir saberá do que falo. Meu presente é pura e simplesmente de escolhas feitas no mesmo tempo. Meu presente não anula o meu passado, mas não se espelha nele, talvez por isso meu presente é tão presente que o passado pode até afetá-lo, mas não o guia. Talvez eu entre em discordância com o que disse na última postagem, mas não entrei. Ali eu não falava de passado, mas falava em escolhas...

Prefiro ser, não uma metamorfose ambulante (haja visto que os ambulantes estão sendo extirpados da minha cidade), mas prefiro ser o que sou a ser o que querem que eu seja. Já tentei ser o que não era, já tentei ser o que nunca gostei, já tentei não ser o que sou (essa é a pior parte). Hoje prefiro ser eu mesmo, viver meus sonhos, escolher minhas escolhas, chorar minhas dores, rir dos meus erros. Prefiro não ter que me justificar para mim mesmo, como diria um grande amigo que há tempos não vejo: "Quem se justifica sempre mente a seu favor".

Prefiro não dizer o que fazer, prefiro nem dizer muita coisa, pois o que digo cabe a mim e não a quem o ouve. Prefiro amar a mim mesmo, pois amei demais e desamei demais a pessoas que não mereciam (e nem merecem até hoje). Calma de novo, não disse que não voltarei a amar, mas o amor, como comentei num blog do Miojo Rabugento: "Amor não escolhe, não seleciona, não dissipa, não consome, não eleva, não rebaixa, não corre, não anda, não voa, não começa, não acaba... O amor simplesmente acontece..."

Prefiro meu mundo, pois meu mundo faço eu, erro eu, julgo eu, choro eu, grito eu, escuto eu e vivo eu. Prefiro meu pão com manteiga, meu arroz com feijão, meu modo de ver as coisas, minha solução, minha excursão, minha incursão.

Quer preferir o meu mundo? Prefira o seu antes, pois eu prefiro o meu café... By the way, aceita um gole?

The Stone (1998)
Dave Matthews Band

Eu tenho este medo,
A suspeita de que as coisas aqui não são como
parecem tranquiliza-me.
Por que me sinto como se estivesse
muito "profundo"?
Agora estive rezando
Por alguma maneira de mostrar à eles
De que eu não sou o que eles vêem
Sim, eu errei
Mas eu só fiz o que eu achei que fosse certo
Eu juro

Um dia profano
Se eu sair agora pode ser que eu vá embora
Oh, mas isto pesa em mim
pesado como pedra e triste como eu só

Eu estava apenas imaginando se você viesse junto
Pra segurar minha cabeça quando ela não se

segurar sozinha
Eu farei o mesmo, se for de seu desejo
Mas senão eu irei
Irei sozinho

Estou a uma grande distância
Daquele erro tolo
E agora pagar por ele pra sempre
Não. Há a fuga
Fugirei e ficarei bem

Eu estava apenas imaginando se você viesse junto
Pra segurar minha cabeça quando ela não se
segurar sozinha
Eu farei o mesmo, se for de seu desejo
Mas senão eu irei
Eu irei sozinho

Por um longo caminho
Para enterrar o passado que eu ñ quero pagar
Oh, como eu desejo isso
Voltar o relógio e fazer tudo outra vez

Eu estava apenas imaginando se você viesse junto
Pra segurar minha cabeça quando ela não se
segurar sozinha
Eu farei o mesmo, se for de seu desejo
Mas senão eu irei
Irei sozinho

Eu preciso tanto Ficar nos seus braços, ver seu sorriso, te abraçar
E isso pesa em mim
Tão Pesado como pedra e um frio de arrepiar os ossos
Eu estava apenas imaginando se você viesse junto
Diga me que você virá.

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