diHITT - Notícias Música & Café: Pensamento
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Escrevo para não falar sozinho...

Blogs, desde seu início, tem (nova ortografia tirou o acento circunflexo desse tipo de verbo, era um verdadeiro  mesmo) essa cara de diário. Alguns evoluíram a ponto de virarem sites profissionais, de vendas, downloads e algumas besteiras, mas grande parte dos blogs ainda são diários e funcionam (e muito bem) como uma verdadeira terapia: "Escrever para não falar sozinho". Mas acaso falamos para alguém que vá sentir algo? Algumas pessoas simplesmente não se interessam por sentir mais nada. Foram tantas decepções que melhor deixar que a vida não os leve, mas que eles a levem e domem todos os sentimentos. Sinceramente eu não sei viver assim.

Apesar de ter passado por poucas e boas, eu ainda me deixo levar, e como diria Ryan (Up in the air) - 
Em um certo momento você para de se dar prazos". 
Vivo simplesmente a vida, não esperando por tudo, mas não me cobrando por não achar. Talvez tenha demorado a fazer diversas coisas na minha vida. Minha faculdade, minha profissão e quase todo o resto veio após o "prazo" que a maioria se estipula. As coisas se inverteram, vieram cobranças por um comportamento que não fui ensinado.

Em certos momentos tenho vontade de chutar o balde, e mandar todos plantarem banana pra colherem maçã, já fiz isso, não deu muito certo.... Na verdade, muita coisa não deu certo como o previsto, e põe coisa nisso.

Meu humor instável por diversas vezes me faz desesperar. Mas desesperar é o contrário de esperar?

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Muito Pouco, Um Pouco Demais...

Há alguns anos atrás minha vida criou um novo rumo. Em 2008 resolvi sair da igreja que frequentava. Falta de fé? Falta de crença? De religião? Talvez um pouco de cada coisa? Aprendi com a vida que tudo em excesso faz mal. E como diria o nome de uma música de Lenine: Excesso Exceto me fez pensar um pouco e ver que para acreditarmos em Deus não precisamos ir à igreja. Há várias maneiras de nos satisfazermos. Mas como medir? Há um limite?

Algumas pessoas dependem de entorpecentes e estimulantes para poderem aproveitar o momento. Outras precisam perder tudo para poder sentir o quanto era completo o que tinham. Difícil é mesmo saber quando estamos satisfeitos.

Há pessoas que não se satisfazem com nada. Nem com o dinheiro que ganham, nem com a saúde que tem. Às vezes nem com o que conseguem depois de tanto esforço. Claro, eu entendo que a insatisfação talvez seja o motor de arranque em determinados momentos. Mas talvez, na ânsia por mais, deixamos o que era pouco, porém suficiente, passar despercebido.

Muito pode ser pouco, pouco pode ser um pouco demais. Trocadilho genial de Paulinho Moska na canção que acompanhará esse post me faz lembrar o quão somos frágeis. Uma pequena dor dentes (em apenas um único dente) nos deixa acamados, sem dormir. E às vezes deixamos passar um sorriso e um carinho por querer o superficial e o notável.

Em tempos somente o concreto nos interessa. Somente o que podemos enxergar e apalpar. E o que é abstrato não tem valor, pois não poderíamos comercializar. Há uma diferença enorme e incomparável entre preço e valor. Uma caneta Bic custa menos de R$1,00, mas quanto valeria ela se você, por exemplo, a recebesse como presente de um grande amor da sua vida? Valeria R$1,00 ou preço algum?

Ao final da música Paulinho Moska a finaliza com a grande frase: "Simplesmente seja, o que você julgar ser o melhor, mas lembre-se que tudo que começa com muito, pode acabar muito pior!"

Valorize o que você tem, pois, talvez, quando você não o tiver, verás o tamanho do tesouro que deixou escapar.

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Past...

Passei algumas horas pensando em algumas coisas do meu passado. Meu pai se foi logo cedo. Só recordo dele em poucos momentos e algumas fotografias que, para não me emocionar, prefiro não olhar. Tive uma infância feliz. Éramos bem financeiramente, morávamos bem. Lembro-me no início do plano Real quando minha mãe tinha nada menos que 4 carros na garagem, todos do ano.

Em 95 tive meningite, quase parti dessa para outra. Mas o que me recordo bem foi quando aprendi a tocar violão. Não tive professor, não tive curso, nem ninguém que me instruísse. Apenas comprei umas revistinhas da Legião Urbana e ouvia os cds e tentava imitar o som que ouvia. Aprendi só. Assim também foi com o baixo, bateria, teclado e guitarra. E aprendi a ter um gosto musical diferente de todos que andavam comigo.

Nunca gostei do que todos gostam. Aprendi a gostar de jazz. Aprendi a gostar de tudo que me faça me sentir bem. Já fui chamado de excêntrico, ou de deslocado. Retorno com os mesmos 'elogios'. E sigo meu rumo.

Em 2002 briguei com Deus e o mundo e fui embora de Brasilia. Fui pra Curitiba tentar a vida, com uma mão na frente e outra atrás, além de alguns gorros e luvas (só as mãos não cobririam o frio que passei). Retornei e em 2005 fraturei o fêmur direito. E a partir dessa data a decadência começou. Ficamos apertados financeiramente, problemas familiares e etc.

E, em meio a esses problemas, aprimorei alguns gostos musicais. Passei a ouvir Dave Matthews, Lenine, Jamie Cullum, Michael Bublé, entre outros que você ouviu por aqui. Mas, por que venho falar isso tudo? Sei lá. Deu vontade de falar.

Só sei que me sinto sozinho, mas felizmente você existe. Obrigado blog, você não se enche de mim...

A Medida Da Paixão
Lenine

É como se a gente não soubesse
Pra que lado foi a vida
Por que tanta solidão?
E não é a dor que me entristece
É não ter uma saida
Nem medida na paixão

Foi, o amor se foi perdido
Foi tão distraido
Que nem me avisou
Foi, o amor se foi calado
Tão desesperado
Que me machucou

É como se a gente presentisse
Tudo que o amor não disse
Diz agora essa aflição
E ficou o cheiro pelo ar
Ficou o medo de ficar
Vazio demais meu coração (trecho em francês por Richard Bona)

Foi, o amor se foi perdido
Foi tão distraido
Que nem me avisou
Foi, o amor se foi calado
Tão desesperado
Que me maltratou

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Conhecer-se e Permitir

As vezes me tranco dentro das quatro paredes da alma. E há momentos em que desejo, inclusive, atirar a chave pela janela. Afinal, não há muito o que fazer em determinadas situações, a não ser deixar com que o tempo as dissipe, conserte, equilibre e ajeite. Ou o tempo talvez nos faça pessoas mais ou menos (não o meio disso, mas um ou outro) frias, esperançosas e outros adjetivos que me fogem a essa hora.

Algumas coisas me tem feito repensar a vida, principalmente no que que se diz respeito à velocidade com que as coisas ocorrem. Inclusive na última postagem eu falei sobre 'paciência', mesmo sabendo que tenho pouco disso dentro de mim, precisava ler e me observar lendo o que eu mesmo escrevi. E até recebi elogios de uma amiga jornalista de São Paulo, elogiando meus posts e textos. Mas saiba nobre colega, creio eu que estou começando a me conhecer, mas uma coisa é certa: Estou vivenciando e sentindo coisas que nunca me foram antes apresentadas.

Longe desse mero blogueiro querer ditar ou colocar suas vãs filosofias como lema de vida para quem quer que seja mas eu creio que quem deseja conhecer, precisa se conhecer primeiro. Passar por sua auto-análise. E enxergar qual seja o tempo necessário para que você se conheça e, talvez esse tempo nunca chegue, ou termine. E ainda surge uma pergunta: Desejas se conhecer? Desejas se deixar conhecer?

Mas, como disse em várias postagens, é mais fácil permanecer no anonimato, no desconhecido, pois lá não correremos riscos.


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