diHITT - Notícias Música & Café: Mensagem
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Do You Remember?

Só um recado pra alguém:

Do you remember when we first met?
I sure do, it was sometime in early September
You were lazy about it, you made me wait around
I was so crazy about you I didn't mind

So I was late for class, I locked my bike to yours
It wasn't hard to find, you painted flowers on it
I guess that I was afraid that if you rolled away
You might not roll back my direction real soon

Well I was crazy about you then and now
The craziest thing of all is over ten years have gone by
And you're still mine, we're locked in time
Let's Rewind

Do you remember when we first moved in together?
The piano took up the living room
You played me boogie-woogie I played you love songs
You'd say we're playing house now you still say we are

We built our getaway up in a tree we found
We felt so far away but we were still in town
Now I remember watching that old tree burn down
I took a picture that I don't like to look at

Well all these times they come and go
And alone don't seem so long
Over ten years have gone by
We can't rewind, we're locked in time
But you're still mine
Do you remember?

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Message To Me


Sinto que sou como Mário Quintana se descreveu: "Sempre me senti isolado nessas reuniões sociais: o excesso de gente me impede de ver as pessoas", seria um misto de sentir-se só querendo sentir-se. Talvez ficar só seja minha melhor qualidade e meu maior defeito. Verdade seja dita, o que me afasta realmente de todos talvez seja tão forte quanto a vontade de sair da toca. Ou talvez seja uma fase (longe por sinal). Eu não consigo ser diferente do que sou. Já fui diferente e isso não me trouxe benefício algum. Pelo contrário.

O que eu preciso entender é que se escolhi ser assim, não tenho o direito de reclamar, ou por a culpa em terceiros. Mas quem tem o que com isso? Se eu quero ser assim, talvez ser assim me faça bem. Me faça sentir especial por cada pessoa que a mim se dirige. E quem me conhece mesmo sabe o quanto o sou.

Não, não gosto de me fazer de vítima das circunstâncias. Já o fiz e nunca ajudou. O que preciso mesmo entender é que ser assim tem seu preço, tem seu peso. É o peso de ser uma árvore, precisa ficar em pé o dia inteiro, aguentando sol forte, chuva e frio e, ainda assim, fornecer oxigênio à humanidade, além de retirar parte do gás-carbônico dela. Já viu alguma árvore reclamando? Então, nobre Carlos, não reclame. Você se lembra quando te disseram certa vez que você era um diamante que só precisava ser lapidado? Sim, eu me lembro. Acontece que durante o processo, muito de diamante se perde em meio à terra, bobo de quem não sabe esperar.

Lembro-me bem de um certo dia, um casal de amigos, por sinal mais velhos que eu. Eles vieram até mim, a moça já veio chorando e o rapaz totalmente perdido. Não sabiam como proceder ante a um problema que poderia os separar definitivamente, tinham que enfrentar uma fofoca muito bem montada. Virei a ambos e disse: _Vocês têm culpa? Vocês mentiram? Vocês estão com medo de que? Encare os fatos, exponham a versão de vocês_. Eu poderia simplesmente dizer para inventarem outra história, ou simplesmente acusar quem tentou atrapalhar. Mas aprendi com a vida que a verdade é a melhor saída, bobo de quem acha o contrário. E eles foram lá, conversar com quem deveriam conversar. E voltaram chorando, fiquei com medo. Mas os dois choram de felicidade. Me abraçaram e disseram: _Nós te amamos demais!_ Agora, nobres colegas, me pergunte onde ambos estão? Até onde sei, casados e felizes. Porém, não os vejo há tanto tempo que nem sei mais nada a respeito deles. Servi aquela noite. Fiz minha parte. E não cobro nem cobraria nada pelo que fiz. Fora inúmeras outras pessoas que passaram pela minha vida que não vejo a tanto tempo. Sinto falta? Menos do que sentia.

Infelizmente eu sei que algumas pessoas somente passaram pela minha vida para me deixar uma simples lição. Umas desapareceram (a maioria delas). De outras, sinceramente, nem sinto falta. Mas ninguém sobrevive num mundo de pessoas se isolando delas. Hoje meu ciclo de amigos (colegas na verdade) se restringe apenas à faculdade, trabalho e do passado vez ou outra (muito raramente) alguém me procura. Calma, não estou reclamando. Primeiro porque eu também não procuro, então quem não procura não acha, já dizia o mestre.

Mas por que resolvi dizer tudo que disse hoje (li isso ontem, e quem me perguntou sabe). Talvez pois não quero ser um dramático, me lamentando por isso ou aquilo. Já me basta a cruz que carrego todos os dias. Não tem por quê torná-la ainda mais pesada.

Hoje acordei diferente. Na verdade ontem fui dormir diferente. Fiz algo diferente do que vinha fazendo. Tracei outra estratégia? Não. O choque de realidade deve vir na hora e na dose certa. E aproveitei o momento que tudo estava aparentemente bem e liguei a carga na voltagem ideal. O ruim é que em alguns casos, mesmo a voltagem correta pode danificar equipamentos. Mas quero ver no que vai dar. Não é jogo. Aliás, eu sempre detestei joguinhos. A verdade, por mais dolorosa e eletrizante que seja, não deve ser encarada com medo.

Até o sono que vinha geralmente cedo, veio tarde. Fui dormir as 2 e alguma coisa que não me recordo. E acordei sem sono novamente as 6:40. O que me deixa feliz é o que ouvi. Que as melhores cabeças dormem poucas horas por noite. Além disso terei a eternidade pra repousar (pelo menos é o que estará escrito na minha lápide, espero que não tão cedo).

E por que hoje? Por que resolvi escrever tudo isso pra mim hoje? É meu presente. Sim, meu aniversário. Estou ficando corôa. Então parabéns pra mim.

Att
Carlos Augusto

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Message To Nobody

Não me considero um viciado em msn, ou blog, ou twitter, ou orkut. Mas mexo com frequencia (sem trema viu). No twitter nem conta tenho, orkut tenho 60 contatos, blog tive um ano passado mas por motivos de força maior fui obrigado a fecha-lo, msn quando tem muita gente on line não passam dos 30, sendo que desses, 25 são fornecedores e/ou clientes. Amigos mesmo conto nos dedos de meia mão. Então ser viciado por apenas mexer não considero vício.

Contudo, sempre fui viciado em torpedos sms (quase bati meu uninho velho fazendo isso, o ministério jazz e café adverte: jazz, café e sms = colisão certa). Celular pra mim, ja cheguei a gastar, dos meus bonus uns R$300,00/mês (santa BRT GSM).

Enviar uma mensagem sempre foi dos costumes mais antigos da humanidade. O mensageiro sempre era a figura mais respeitada (nota-se principalmente no filme 300, coitado do mensageiro). Hoje a informação chega bem mais rápido do que se imagina, aconteceu na Nova Zelândia e chega aqui as vezes antes que os neozelandezes tomassem conhecimento.

Enviar mensagem para alguém é algo que está dando até prêmios mundo afora. Houve uma menina que ganhou US$100.000,00 por ter enviado o maior número de torpedos dentro de um tempo estipulado em uma competição. E hoje os celulares facilitaram a comunicação com a linguagem T9, em que próprio aparelho identifica as palavras, bastando ao usuário digitar uma única vez cada número e inteligentemente o celular faz uma busca e tenta adivinhar a palavra.

Enviar mensagem é um vício bom e ruim ao mesmo tempo. Enviar mensagens de texto que não têm expressão, que não têm calor, que não levam sentimentos mas, apenas palavras, pode ser interpretada de forma bastante positiva ou profundamente negativas.

Envio hoje essa mensagem a você, ninguém (quase ninguém mesmo lê esse blog). Talvez aconteça como uma mensagem enviada em uma garrafa por alguém que está em uma ilha deserta, como quem clama por socorro, fica à deriva, esperando por respostas que talvez nunca cheguem, ou quando chegassem seria tarde (parece coisa do sedex em fim de ano, quando chega chega atrasado). Não é uma carta feliz, se fosse seria mais fácil publica-la num Outdoor (odeio outdoors). Seria uma mensagem de amor? Ou seria um pedido de ajuda? Seria talvez um pedido para ser ouvido. Quem sabe quando foi escrita ela não foi molhada por inúmeras lágrimas às quase 3:00 da manhã, quando o sol estava longe. Quem sabe ela não chegue ao destinatário. Mas a mensagem foi enviada, provavelmente a ninguém... A única coisa que tenho certeza é que a mensagem foi lida nos céus, quem sabe lá de cima eles se encarreguem do resto: devolver ou encaminhar ao destinatário correto.

Esse cantor eu conheci há pouco tempo, quando altas horas da noite eu assistia o Serginho Groisman, e ele apareceu la com a Ana Carolina mostrando um trabalho em conjunto dos dois. Aí resolvi sair da cama e ir ao computador, e pesquisar sobre ele, pois o som dele havia me agradado. John Legend, cantor americano que fez e faz diversas parcerias. Incluindo a Ana Carolina, ele também ja fez parcerias com Kanye West (aquele babaca que criticou a Taylor Swif no VMA 2009. Mas isso não o diminuiu e ele é um grande gênio da música atual. Um de seus maiores sucessos incluem a Green Light (nada a ver com a Liga da Justiça tá?). Essa aqui é uma música que mexe com os brios de qualquer pessoa, ela trata de sonhos e persistências e a tradução dela mais parece uma oração.


John Legend - Show Me - All Rights Reserved

Jazz & Café: enviando mensagens a ninguém destinadas a alguém

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