diHITT - Notícias Música & Café: Legião Urbana
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E temo o que agora se desfaz...

I


Não sou escravo de ninguém
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.
Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.
Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá.
II
Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.
Quase acreditei, quase acreditei
E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.
Olha o sopro do dragão...
III
É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais
Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.
Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.
Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.
IV
- Tudo passa, tudo passará...
E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.
E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.

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A doença: O remédio ou a Cura?

Quando estamos doentes, rotineiramente vamos ao médico e consultórios atrás de um diagnóstico. O médico nos receita o remédio, na receita instrui como utilizar tomamos o remédio até que a doença se acomode e nos deixe em paz.

Passa-se um tempo, dias, meses e até anos e em alguns casos a doença diagnosticada e tratada anteriormente se dissipa. Em outros casos ela torna a atormentar. O que fazemos? Voltamos ao médico, diagnóstico, remédio, receita e o ciclo se fecha novamente, por enquanto.

Acontece que às vezes não precisamos de remédio. Não precisamos de médico. Precisamos de cura. Precisamos de solução e não só de paliativos. Existem dores que remédio algum sara. Nada cicatriza e nada ajuda. É de cura que estamos atrás.

E o engraçado é que todos têm receitas espetaculares e milagrosas. "Faça isso, aja dessa forma, diga essa palavra, tome essa atitude, vai por mim que eu já passei por isso". Mas será que se todos soubessem as soluções ninguém teria mais problemas? Será que tudo tem solução?

Será que algumas pessoas não são "condenadas" a passar por problemas? Será que o "destino" de algumas pessoas não é mesmo o sofrimento? Difícil é acreditar em destino que só nos contempla com o bem; o mal seria erro nosso então?

Mas se você quer se dopar em suas "drogas" receitadas para diagnósticos preestabelecidos fique à vontade. Eu quero cura!

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