diHITT - Notícias Música & Café: Jack Johnson
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Backspace

Seria tão fácil se conseguíssemos apenas com uma tecla mudar tudo que dissemos ou fazemos. Um leve toque na tecla e tudo estaria apagado e, assim, teríamos a chance de fazer tudo novamente. Mas será que é possível conviver com os nossos erros e ainda superá-los? Será possível viver sem estar preso ao passado?

Quando enfrentamos dilemas em nossas vidas recorremos a ajuda de outras pessoas, ou às vezes tentamos quebrar a cara sozinhos. A segunda opção é a mais escolhida na nossa tão longa e dura jornada chamada vida. Precisamos aprender com nossos erros, pois aprender com o erro dos outros nos torna apenas meros espectadores. O direito à liberdade está, principalmente, no direito de errar. Apenas não podemos esquecer que errar pode custar caro, ou até mesmo, custar um valor.

Mas o que é valor pra você? Valor nada mais é algo que não venderíamos por preço algum. Entre as diferenças de preço e valor me veio à mente uma história que escutei há cerca de 5 anos atrás. Um palestrante dizia ao longo de sua proveitosa apresentação que havia conhecido o saudoso Ayrton Senna. E o fez justamente no último treino antes da corrida que encerrou de forma triste sua carreira. Ele dizia que Senna era um dos únicos pilotos (na época) que possuíam um local em seu traje para uma caneta bic. Era uma espécie de amuleto ou uma mera superstição. Acontece que o palestrante disse que conversou bastante com Senna que o presenteou com a caneta bic que estava no seu macacão. Aconteceu o que aconteceu e o palestrante mostrou a caneta bic à platéia e perguntou: Quanto custa uma caneta bic? Uns responderam 80 centavos, 50 centavos, 1 real. Ele tornou a perguntar: Quanto custa essa caneta bic? Um silêncio ensurdecedor tomou conta do ambiente e ele mesmo respondeu: Preço nenhum no mundo. Mas talvez seja uma mera estória de um palestrante, ou seja apenas uma maneira de aprendermos a valorizar tudo que temos, somos e fomos.

E o que precisamos entender é que nossos erros nos levam a crescer. Uma criança que sempre é protegida pela família, sofrerá muito quando a vida lhe cobrar maturidade. Mas também isso não é pretexto para vivermos por aí errando e nos deixando errar sempre. E, na vida, não há backspace.

Espero não errar no café, se errar vou ter de fazer tudo novamente...


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Keep The Control

Nesse mundo de novidades tecnológicas instantâneas, às vezes desejamos que nossos problemas fossem resolvidos com apenas um botão do controle remoto. Ia ser tão bom e fácil. E quando estamos assistindo à final do campeonato e na hora que o atacante vai chutar a TV desliga e você fica como um maluco procurando o controle (experiência própria). Perder o controle está presente nas melhores famílias. Não é sobre esse controle que quero falar hoje mas, talvez tenha o mesmo peso e significado. Perder o controle de uma situação, ou da própria vida, pode representar um problema insolúvel. E como fazemos para não perder o controle?

Talvez a resposta para essa pergunta venha dos velhos clichês e ditos populares, ou talvez venha um peso maior. Como diria qualquer pessoa quando você desse um conselho sobre alguma situação: Falar é fácil, difícil é fazer. Seria um clichê respondendo ao outro. Mas manter o controle está além de simplesmente respirar fundo e puxar a responsabilidade pra si. Manter o controle requer se preparar antes dos problemas. Mas como prevê-los? Se você raciocinar, uma empresa que está desenvolvendo um projeto para daqui a 20 anos precisa se preparar para tudo. principalmente para a possibilidade de tudo ir por água abaixo. E quem não se prepara paga caro, e muito caro.

É como dialogávamos na aula de Fundamentos de Administração, há uns 25 anos atrás (eu era menino ainda) as pessoas aproveitavam uma leve baixa no preço para estocar comida pois em menos de 1 hora o preço já era outro. Quem guardasse dinheiro se dava mal, pois o dinheiro de um dia para o outro poderia não valer mais nada. Não havia como se programar para um mês adiante, quanto mais para um projeto a longo prazo.

Talvez a grande sacada seria não deixar o controle na mão de outrem (quando o controle cai na mão do meu sobrinho ele desaparece; o sobrinho? não, o controle!). Manter o controle em suas mãos é, talvez, a melhor das estratégias. Quando perdemos o controle de determinada situação, ficamos nas mãos das outras pessoas. Aproveite sua vida enquanto puder, programe-se e não perca o controle (e não esqueça de verificar as pilhas de vez em quando).


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You And Your Heart

Como diz um famoso dito da bíblia: "Sobre tudo que se deve guardar, guarde o seu coração, pois dele procedem as saídas da vida". Nossas escolhas quando postas à responsabilidade emocional se tornam verdadeiros ciclones, pois envolvemos nosso sentimento, nosso gosto e desejo pessoal. É o tipo de coisa que não pode nem deve acontecer, principalmente no âmbito profissional, onde as escolhas e vivências espirituais devem ser mantidas à distância, quase nulas. Mas guardar não é anular. Guardar dinheiro por exemplo é para usá-lo na hora e no tempo certo.

Nosso coração nada mais é que um punhado de músculos e vasos sanguíneos que seguem uma espécie de ritual em seu funcionamento. Estudando um pouco mais sobre a estrutura humana precisamos mesmo ir à "raiz" de tudo. De onde viriam os sentimentos, as reações, desejos e vontades? Do nosso cérebro que tem lá suas partes especiais. Em uma breve pesquisa (um salve ao google) encontrei o nome do local responsável pelas emoções. É o chamado Sistema Límbico. É um sistema bastante complexo, que é composto por diversas partes distintas. Não entrando em detalhes, já sabemos o que é importante: É do cérebro que surgem as emoções. Mas então, por que as escrituras fazem do coração como se fosse dele a responsabilidade por nossas escolhas? Talvez porque do coração procede a vida. Dele vem o pulsar do sangue que corre nas veias. Dele vem a alimentação do nosso corpo, pois pelo sangue somos alimentados.

O coração quando para simboliza o fim. Por isso, talvez, sabiamente o escritor desse provérbio tenha dito para que se guarde, mas não anule, não pare, não mate, não aniquile. Um 'coração' propenso a tantas emoções pode se tornar insensível, ou até mesmo desacreditado. O certo seria usar o que foi guardado na hora certa. Faça uma poupança do seu coração, use-a quando for a hora certa.


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